Isomar Nunes da Silva, o Isomar Pintor, Presidente da Associação dos Pequenos Produtores do Alto Melgaço (Aspram), e presidente da Coocripere (Cooperativa dos Criadores de Peixe em Rede), tem um projeto ousado, que se concretizado, deverá recolocar nos rios da região do Cone sul rondoniense, em cinco anos, 500 mil peixes de diversas espécies da região, entre Cachara, Pintado, Pacu, Jatuarana e Tucunaré.
De acordo com o Isomar, a operação terá duas bases, uma delas sediada em Vilhena, na Aspram, onde será implantado uma espécie de berçário para o nascimento dos alevinos. Esse berçário será munido de um laboratório onde será feita a inseminação das matrizes.
Depois de dois anos, a documentação da cooperativa está pronta e agora o próximo passo é conseguir a autorização e a parceria do Ministério da Pesca. E, para isso Isomar irá até Brasília para tentar a aprovação do projeto e a verba necessária, cerca de R$ 800 mil, para a implantação do projeto.
A área de implantação do berçário e do laboratório fica a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade e está sendo pleiteada pela Aspram junto à Prefeitura.O imóvel em questão já foi doado para algumas empresas, inclusive um curtume e uma fábrica de papel, mas nenhuma se instalou no local.
Isomar garante que já tem a área para a implantação dos tanques de rede no Rio Guaporé. Lá, onde ficará a segunda base do peojero, será realizado o criame, a engorda e o abate do pescado. O presidente afirma que a Coocripere deverá produzir 100 toneladas de peixe por ano.
A Aspram, que será responsável pela fase inicial do ciclo, conta com 24 associados. E a Coocripere, que cuidará da fase final, inclusive da soltura dos peixes para repovoamento dos rios, tem 15 cooperados.
Isomar já fez o curso de Análise de Águas, ministrado pelo Sebrae de Vilhena, e se prepara para fazer, também pelo Sebrae, mas em Pimenta Bueno, um curso sobre alevinagem. Segundo ele, o Sebrae já se dispôs a ministrar o curso para os demais associados.
De acordo com Isomar, a idéia de soltar peixes nos rios nasceu há mais de trinta anos. “Era um sonho do meu pai. Naquele tempo ele já questionava o fato de somente se retirar os peixes dos rios e nada ser reposto”, lembra Isomar.