A dona-de-casa Zolete de Oliveira, de 51 anos, moradora do Setor 6, deu entrada no pronto-socorro do Hospital Regional de Vilhena na noite do último sábado, 26, após receber atendimento numa clínica particular da cidade no dia anterior. A mulher apresentava hemorragia e teve que receber duas bolsas de sangue para se recuperar.
O primeiro médico que atendeu Zolete, no hospital particular, constatou que ela estava com um ferimento na altura do abdômen. O corte, feito durante uma cirurgia plástica na cidade de Cacoal, não cicatrizava. A paciente revelou que foi operada no dia 28 de agosto pela médica de nome Ana Helena, no Hospital Santa Helena, em Cacoal. A técnica empregada pela cirurgiã é chamada de “Hidrolipo”, um procedimento para a retirada do excesso de gordura em algumas regiões do corpo. Zolete diz ter sido liberada logo após sair da sala de cirurgia.
Nos últimos dias, a dona-de-casa começou a sentir dores em decorrência da operação. Como não havia meios para estancar o sangramento na região cortada, um parente a levou para a clínica, onde ficou constatada a imperícia da médica cacoalense. A filha de Zolete, Fábia de Oliveira, de 22 anos, que também se operou em Cacoal, começa a sentir dores na região tratada. Além das duas, o site tomou conhecimento de que outras pacientes da cidade de Espigão do Oeste, também teriam ficado mutiladas pela técnica cirúrgica.
INVESTIGAÇÃO – De posse de documentos e informações fornecidas pela vilhenense, um cirurgião da cidade pretende denunciar o caso no Conselho Regional de Medicina (CRM). A profissional que atua em Cacoal deverá ser investigada, bem como o hospital onde ela atua, já que existe a suspeita de que o tratamento oferecido no estabelecimento representa riscos para os pacientes.
TÉCNICA PERIGOSA – Uma esteticista que atua há vários anos em Vilhena criticou as pessoas (quase todas mulheres) que estão indo buscar reparações estéticas na cidade vizinha. De acordo com a profissional, o procedimento adotado lá é extremamente perigoso, já que não existe anestesista acompanhando a intervenção. Há, inclusive o risco de contaminação, já que não existem garantias de que os equipamentos utilizados são corretamente esterilizados.