Uma situação no mínimo estranha está acontecendo em Vilhena: há mais de um ano duas funerárias da cidade estão jogando os resíduos que produzem no lixo do Hospital Regional, que é recolhido por uma empresa privada. Ou seja, a prefeitura está pagando pelo trabalho, que deveria ser bancado pelas próprias funerárias.
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou um dos empresários do ramo e ouviu dele a seguinte explicação: a Paz Ambiental, que recolhe o material médico/hospitalar em Vilhena e em outras cidades, não vem executando o serviço desde o ano passado.
De acordo com o entrevistado, a empresa fez uma proposta que ele considera abusiva para reativar o contrato com seu estabelecimento: “Eles querem que a gente pague um ano adiantado. Onde já se viu isso? Já comuniquei essa barbaridade ao Ministério Público e a Vigilância Sanitária”, explica, acrescentando que o contrato anterior previa uma mensalidade de R$ 150 pelo recolhimento de 10 kg de material por mês.
O site ligou para a Paz Ambiental e ouviu da empresa argumentação bem diferente. “Nós não nos recusamos a atender ninguém, mas adotamos uma providência para nos resguardar, já que tivemos problemas com algumas empresas”, disse um dos donos da entidade.
Segundo o empresário responsável pela companhia que faz o recolhimento dos resíduos, em alguns casos, os clientes pagam apenas a primeira mensalidade e, quando conseguem a documentação exigida pelos órgãos ambientais, deixa de quitar as outras parcelas do contrato. “E não podemos deixar de receber, pois pelo contrato, a gente pode até ser responsabilizado civil e criminalmente. Somos uma firma privada, que tem todo o direito de adotar medidas para evitar prejuízos”, argumenta o entrevistado.
De qualquer forma, mesmo o impasse parecendo ser apenas uma questão comercial, o MP deve intervir no caso. Afinal, o desacordo entre as empresas tem provocado um problema ambiental.