O mês de agosto terminou, setembro já chega à metade e o “inferno”  das queimadas em Vilhena continua. Na manhã de hoje, a zona urbana estava completamente tomada por uma densa camada de fumaça. Órgãos que fazem o monitoramento climático divulgam dados que mostram supostas diminuições das queimadas, mas contraditoriamente, emitem alertas de emergência ambiental.

Essa suposta diminuição não é percebida pela população do Cone Sul. Em Vilhena especialmente, a fumaça das queimadas tem prejudicado os meios de transporte, tanto rodoviário quanto aéreo, que sofrem com a baixa visibilidade.

O aeroporto de Vilhena já esteve fechado para pousos e decolagem inúmeras vezes desde o inicio de agosto. Nas rodovias que cruzam o município, vários acidentes já ocorreram por falta de visibilidade provocada pela fumaça. E os hospitais estão lotados de pacientes, principalmente crianças e idosos, com problemas respiratórios.

A causa de tantas pessoas doentes é a quantidade de partículas poluidoras no ar, que em algumas áreas de Rondônia é mais intensa que em regiões industrializadas de grandes metrópoles.
A quantidade de focos de queimadas registradas em todo o Estado desde o começo do ano é alarmante. Mas, o que vem chamando a atenção não são somente os focos registrados em zonas rurais, unidades de conservação ou em áreas de matas ainda intocáveis. As queimadas aumentaram também no perímetro urbano elevando o índice de desconforto da população.