“Fico encantado que as pessoas possam admirar e ajudar a preservar a vida silvestre, mas em condições controladas e em segurança com uma distância adequada”
Um dia após o candidato a vereador Dhonatan Pagani (PSDB) publicar nas redes sociais o resgate de um macaco-aranha, encontrado por ele ferido, depois de ser atropelado, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente emitiu nota para alertar sobre os riscos deste tipo de atitude.
Ativo nas redes sociais, e considerado um influenciador digital, Dhonatan acabou notificado pela SEMMA, que considerou o gesto dele perigoso, e que pode levar outras pessoas a fazer o mesmo, colocando-se em risco (LEMBRE AQUI)
A notificação do candidato pode render a ele uma multa de 80 UPF por unidade, com o acréscimo de 100 UPF por unidade de exemplar de espécie constante na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção. Cada UPF equivale a R$ 28,58.
CONFIRA ABAIXO, NA ÍNTEGRA, A MANIFESTAÇÃO DA SEMMA:
Falta de manejo adequado e técnico pode acarretar em acidentes sérios para a população e animais silvestres, além de propagações de doenças graves.
A proteção da fauna está prevista na Constituição e na Lei nº 9.605/98. A legislação proíbe matar, perseguir, caçar, apanhar e utilizar espécimes da fauna silvestre sem autorização ou licença. E também no art 271 da Lei Complementar Municipal 173/2011. O alerta da SEMMA vem desde o início de 2019, sobre a boa convivência entre animais silvestres e a população.
PRECAUÇÕES PARA O MANEJO DE ANIMAIS SILVESTRES
Entre os problemas mais comuns, estão: falta de (ou pouca) informação sobre o que investigar; falta de EPI adequados; negligência dos riscos das atividades a serem desenvolvidas (por excesso de confiança), desconhecimento do local de investigação e dos agravos endêmicos na área, entre outros. O conhecimento sobre a endemicidade de zoonoses em animais silvestres no Brasil é bastante limitado e, portanto, todos são considerados como fontes potenciais de infecção. Os profissionais de campo envolvidos na captura, no manejo, na coleta e no processamento de material biológico de animais silvestres devem ter conhecimento sobre os tipos de riscos a que estarão expostos, as formas de exposição, as medidas de prevenção e de proteção individual e coletiva.
Profissionais que apresentarem fatores facilitadores de infecção (por exemplo, cortes, arranhaduras e queimaduras de pele ou de mucosa; debilidade física ou imunodeprimidos) não devem participar de operações de campo, até que esses fatores estejam controlados ou eliminados. É necessário que os profissionais façam o controle de suas vacinas, sendo imprescindíveis as vacinas contra a febre amarela, o tétano e a hepatite B, além do esquema profilático antirrábico de pré-exposição, para o qual se torna obrigatória a avaliação sorológica, anualmente.
ENFERMIDADES COMUNS EM PRIMATAS NÃO HUMANOS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua as zoonoses como “doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre os animais vertebrados e o homem”. Elas podem ser divididas em dois grupos: o primeiro inclui enfermidades transmissíveis dos animais vertebrados ao homem, e no segundo estão aquelas que são comuns ao homem e aos animais. A partir dessa caracterização, pode-se notar que existe uma diferença no que se refere à importância dos animais quanto ao seu papel para a ocorrência da doença (Acha, 2001; Marvulo, 2006). Desde que as zoonoses foram reconhecidas, causam problemas em todos os países, podendo estar associadas aos ambientes silvestre, rural ou urbano (Marvulo, 2006).
Ao se deparar com animais silvestres em situações que ofereçam risco a sua saúde e a do próprio animal, entre em contato com o Corpo de Bombeiros, no telefone 193, Polícia Ambiental, no telefone 3321-2129, com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), no telefone 9.8471-2971 e SEDAM, no telefone 3321-1144.
“Fico encantado que as pessoas possam admirar e ajudar a preservar a vida silvestre, mas em condições controladas e em segurança com uma distância adequada”, explicou Thiago Baldine, secretário-adjunto de Meio Ambiente, acrescentando que o macaquinho, depois de receber cuidados, foi devolvido à natureza.
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Autor:
Assessoria
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Novembro de 2020, às 12:58