A equipe de fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) que trabalha no posto fiscal da fronteira com o Mato Grosso (MT) apreendeu na noite de terça-feria, em conjunto com militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), uma carga de madeira da essência cumaru avaliada em pelo menos R$ 100 mil, que estava sendo transportada irregularmente de Manicoré (AM) para Belo Horizonte (MG).
Em operação de rotina, o agente Elias Francisco de Oliviera e a soldado Fátima Alves deram ordem de parada ao caminhão Volvo 380, placas IHP 8982, de Cacoal (RO). No “cavalo mecânico”, estava engatado o semi-reboque de placas AKC 2017, também de |Cacoal, contendo 21,840 metros cúbicos de madeira serrada em vigas de 20 cm x 20 cm x 5 metros de comprimento.
A madeira foi vendida pela empresa E. Roger Pereira Madeira e Artefatos, estabelecida no distrito de Santo Antonio do Matupi, em Manicoré (AM), e seria entregeu na JG Comércio de Madeiras, que funciona no bairro Planalto, na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Ao ser apresentada a nota fiscal e o Documento de Origem Florestal (DOF) da carga, o sistema detectou que o DOF etsava inválido desde junho, caracterizando possível falsificação ou clonagem.
Imediatamente, o caminhão foi apreendido e, na tarde deste feriado de Independência, a carga foi depositada no pátio do escritório local da Sedam.
“A empresa responsável pelo produto na origem terá que arcar com uma multa de R$ 6.552,00 e essa madeira só sai daqui com ordem judicial, depois que for firmado um termo circunstanciado”, explicou o chefe da Sedam em Vilhena, Luiz Gomes.
Depois de prenchidos os autos e o boletim de ocorrênia, foram liberados a carreta e o motorista, Adilson Rocha Pinto, que, comprovadamente, não tinha nenhuma responsabilidade pelo possível ilícito.