Menos adolescentes estão ficando grávidas no Brasil. Rondônia é o estado que teve a queda mais acentuada (51,67%) – veja gráfico abaixo. É o que indicam números divulgados pelo Ministério da Saúde. Os dados mostram que a quantidade de partos realizados na rede pública de saúde em meninas com idade entre 10 e 19 anos caiu 30,6% nos últimos dez anos. O número de partos em 2008 foi de 485,64 mil, contra 699,72 mil em 1998 (ver tabela). No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a redução ultrapassou os 35%. Uma das razões apontadas para a redução é o acesso às políticas de prevenção e orientação sobre saúde sexual.

Os postos de saúde no país distribuem, gratuitamente, métodos contraceptivos. A compra pelo Ministério da Saúde de preservativos masculinos, por exemplo, chegou a um bilhão em 2008, a maior já feita por um governo no mundo. Grande parte é distribuída em campanhas como as do carnaval, cujo foco são adolescentes e jovens. Antes do carnaval de 2009, foram entregues aos estados 19,5 milhões de preservativos.

O aumento no número de equipes de Saúde da Família também reflete no acesso a informações sobre planejamento familiar. Atualmente, os profissionais atendem 49% da população, levando informações sobre prevenção de gravidez e saúde sexual e reprodutiva aos adolescentes e jovens das cidades atendidas. Em 2000, o índice de cobertura era de 15,7%. O total de equipes trabalhando em todo o país saltou de 7,6 mil para 29,7 mil.

Outro fator apontado como fundamental na redução do número de partos são os programas que unem saúde e educação. Iniciativas como o programa Prevenção e Saúde nas Escolas levam aos alunos da rede pública informações sobre puberdade, saúde reprodutiva, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e o sexo seguro.

 

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INCENTIVO - O Ministério da Saúde realiza, desde  22 de setembro, o Dia Nacional da Juventude - com uma série de ações para incentivar o adolescente a procurar os serviços de atenção básica. Entre as ações estão palestras nas escolas, passeios e eventos para esclarecer dúvidas.

A coordenadora de Saúde do Adolescente e do Jovem do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare, espera que esse tipo de ação deixe os adolescentes mais à vontade. Segundo a especialista, as principais dúvidas não estão relacionadas a problemas de saúde.  “São angústias. Eles querem saber o que está acontecendo com o seu crescimento, com seu corpo”, detalha.

Os profissionais da rede pública de saúde serão capacitados para receber os adolescentes de maneira adequada. Até o fim de outubro, o Ministério da Saúde vai distribuir quatro milhões de cadernetas de saúde do adolescente, uma espécie de manual com as principais dúvidas de meninos e meninas de 10 a 16 anos. A caderneta será distribuída em mais de 400 municípios brasileiros.

 

Região

1998

2008

Redução

RO

8.217

3.971

51,67%

AC

4.109

3.701

9,93%

AM

16.756

14.064

16,07%

RR

1.866

1.742

6,65%

PA

38.215

36.852

3,57%

AP

2.379

3.313

+ 39,26%

TO

7.821

6.194

20,80%

Norte

79.363

69.837

12,00%

MA

37.349

27.211

27,14%

PI

16.780

11.963

28,71%

CE

35.714

24.853

30,41%

RN

14.104

9.952

29,44%

PB

14.598

11.184

23,39%

PE

39.712

27.890

29,77%

AL

15.529

13.186

15,09%

SE

9.085

7.111

21,73%

BA

60.782

42.518

30,05%

Nordeste

243.653

175.868

27,82%

MG

63.070

42.130

33,20%

ES

13.178

7.683

41,70%

RJ

46.483

23.835

48,72%

SP

108.393

73.876

31,84%

Sudeste

231.124

147.524

36,17%

PR

38.101

23.020

39,58%

SC

18.426

13.109

28,86%

RS

30.925

19.492

36,97%

Sul

87.452

55.621

36,40%

MS

11.480

7.944

30,80%

MT

13.358

9.551

28,50%

GO

20.769

11.192

46,11%

DF

12.519

8.102

35,28%

Centro-Oeste

58.126

36.789

36,71%

Total

699.718

485.639

30,60%