O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciou, na semana passada, que deve assinar com o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) até o fim de agosto uma medida que determina a utilização do dinheiro obtido com a venda de madeira pirata para ajudar desempregados de carvoarias e madeireiras ilegais. Minc ainda afirmou que a venda de 12 mil metros cúbicos de madeira já apreendida de Vilhena deve gerar R$ 8 milhões para o projeto social.

"Vamos converter aquilo em bolsa de apoio ao pessoal que ficou sem emprego porque a gente fechou a serraria, a carvoaria. Era um emprego ilegal, mas era o emprego do sujeito. Então, até ter um desenvolvimento sustentável, tem que segurar o cara, porque senão ele vai desmatar cinco quilômetros adiante", afirmou Minc em entrevista no Rio.

A madeira a que se refere o ministro foi apreendida em várias abordagens a caminhões que saíam do Estado. Órgãos de fiscalização que atuam no Cetremi foram responsáveis por reter carregamentos de toras em tábuas em situação irregular. O www.folhadosulonline.com.br apurou que várias madeireiras da cidade estão sendo usadas para a guarda das cargas confiscadas. O site, no entanto, não obteve informações quanto à modalidade de venda destes produtos, que tanto podem ser leiloados como comercializados diretamente.

Minc ainda pretende anunciar uma série de medidas como a ampliação da fiscalização na região que apresenta maior índice de desmatamento, segundo o último levantamento da ONG Imazon. Mas também vai cobrar a contrapartida dos prefeitos dos 36 municípios da Amazônia Legal apontados como campeões em desmatamento no país.