A prefeitura de Cerejeiras, em parceria com uma empresa de projetos ambientais, promoveu encontro entre autoridades públicas e a população local na manhã desta sexta-feira, 12, no plenário da Câmara de Vereadores.
No encontro, mais de caráter informativo do que decisório, os cidadãos cerejeirenses ouviram as exposições feitas por técnicos e por autoridades sobre as ações de adequação às novas leis ambientais federais, principalmente as regulamentações quanto a saneamento básico e coleta de lixo, ambos na área urbana do município.
Um dos pontos mais importantes da reunião foi a exposição do problema do lixo no município feita pelo próprio prefeito, Airton Gomes (PP).
Segundo o mandatário cerejeirense, o município de Cerejeiras não possui um aterro sanitário adequado às leis ambientais e uma política pública neste sentido precisa ser aplicada o mais rápido possível.
Ainda de acordo com o prefeito, o lixo produzido no município cerejeirense deverá ser levado para o aterro sanitário de Vilhena. O transporte dos dejetos deverá ser feito por uma cooperativa de Cacoal, que já está em vias de acordo com o poder público municipal de diversos municípios do interior do Cone Sul, incluindo Cerejeiras, para prestar esse serviço. O lixo será enviado para Vilhena depois de passar por uma rigorosa seleção, em que os dejetos recicláveis ficarão com uma empresa recicladora cerejeirense.
“O custo para levar esse lixo para Vilhena é de uns R$ 80 mil mensais. A prefeitura não tem esse dinheiro. Por isso, temos de pensar numa forma de pagar esse serviço”, disse o prefeito.
Uma das soluções apontadas na reunião é que o transporte dos dejetos para Vilhena será pago pelos próprios produtores deste lixo, ou seja, pelos cidadãos. Uma contribuição, já apelidada entre populares no município como “taxa do lixo”, deverá ser implantada para financiar esse benefício ambiental.
Entretanto, o próprio prefeito Airton Gomes afirmou no encontro que o ideal é o poder público de Cerejeiras, no futuro, construir um aterro sanitário no município, eliminando a necessidade da “taxa do lixo”. Também foi levantada a opção de ser feito um consórcio entre municípios satélites da região, como Colorado, Cabixi, Corumbiara e Pimenteiras, para juntos construir o mesmo aterro sanitário.
Novas reuniões para tratar desses assuntos estão sendo marcadas, inclusive algumas desses encontros serão na zona rural.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 12 de Setembro de 2014, às 16:52