O “fedor” é sentido em praticamente toda a área urbana principalmente nas primeiras horas do dia e à noite
Em ofício endereçado ontem à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos) revelou a intenção de enfrentar um problema que há anos incomoda a população local: um forte odor aparentando ser de dejetos animais, que chega a vários bairros.
O “fedor”, que gera reclamações e denúncias dos moradores, é sentido em praticamente toda a área urbana, principalmente nas primeiras horas do dia e à noite. Flori cobra da SEDAM a identificação dos poluidores e argumenta que a alegação de que empresas causadoras do problema geram emprego e renda não justifica a omissão em puni-las.
No ofício, compartilhado pelo prefeito nas redes socais, junto com a imagem de dejetos sendo lançados no meio ambiente (IMAGEM SECUNDÁRIA), o líder vilhenense ameaça levar o caso ao Ministério Público, e acena com uma possibilidade ainda mais dura: suspender as atividades das empresas responsáveis pela “fedentina”.
“Tal omissão revela ser insustentável a ausência de atuação firme e imediata da SEDAM, a quem cabe aplicar as medidas legais cabíveis para eliminar essa prática irregular”, diz um trecho do documento, no qual Flori reforça a cobrança por mais rigor na punição aos responsáveis pelos transtornos.
FOLHA DO SUL JÁ DENUNCIOU
Dois anos atrás, este site identificou uma das empresas responsáveis pela ”catinga” que atingia os vilhenenses diariamente: o mau cheiro vinha de uma empresa do segmento de “graxaria”, cuja versão foi publicada na época (LEMBRE AQUI)
Ocorre que aquele era apenas um dos casos de poluição ambiental na maior cidade do Sul de Rondônia, onde o problema persiste atualmente. Mas, pelo jeito, o prefeito quer combatê-lo com maior rigor, diante da aparente omissão do órgão estadual responsável pelo serviço.
Fotos
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 09 de Outubro de 2025, às 05:48