Vilhena ganhará, nos próximos dias, uma indústria de reciclagem de plástico. A “Reciclar Indústria e Comércio Ltda” iniciará suas atividades nos primeiros meses de 2012, segundo previsão de seus sócios.

Os fundadores da indústria são o consultor jurídico André Luiz Rodrigues Oliveira, de 37 anos (A DIREITA NA FOTO), e o piscicultor Adilvo Filippi Chiella, de 49 anos, mais conhecido como “Roque”, (A ESQUERDA NA FOTO). Eles afirmam que a empresa está em fase final de implantação, faltando apenas a chegada de algumas máquinas. “Já temos todos os documentos e licenças prontas para trabalhar”, afirmam.

A dupla, que esteve recentemente no nordeste, aonde participou de uma feira de reciclagem, garantiu que já tem, em Vilhena, pelo menos três grandes fornecedores de matéria prima para a indústria.  “Nós faremos parceria com pessoas e grupos de outras cidades do Estado, para que não nos falte matéria para trabalhar”.   

De acordo com os empreendedores, que abandonarão suas atuais atividades para se dedicar à nova firma, durante o primeiro ano de funcionamento a indústria apenas fará a moagem da matéria prima e venderá o produto para empresas do sul e sudeste do país, principalmente a indústria de brinquedos.

A meta para os três primeiros meses é que a Reciclar processe 60 toneladas por mês de material reciclável. Já a partir do quarto mês, ela passará a trabalhar com 100 toneladas/mês e, depois de um ano, a previsão é que alcance e mantenha a media mensal de 150 toneladas.

De acordo com as pretensões dos empresários, é também a partir de um ano de atividade que a empresa iniciará um novo ciclo, o do beneficiamento da matéria prima produzida. “Nós usaremos a matéria-prima que produzimos para confeccionar, inicialmente, corrugado, que é o conduíte para construção, depois faremos telhas, decks para piscinas e mourões para cercas, tudo de plástico”, disseram. 

A dupla disse que, a princípio, a indústria trabalhará somente com dois tipos de plástico: o pet, que todos conhecem, é o material usado na feitura das garrafas de refrigerantes. E o pad, também muito comum, “mas que não ligamos o nome a pessoa, no caso ao plástico”, disse um dos empresários para explicar, em seguida, que o segundo tipo é o material usado na fabricação dos recipientes de amaciantes e desinfetantes, bem como dos vasilhames que contém óleo para motor de veículos.

Os sócios afirmaram que, embora a empresa vise o lucro, ela dará significativa contribuição à preservação ecológica, não somente por trabalhar a reciclagem de um produto que leva anos para se decompor quando depositado na natureza, mas também porque atuará de maneira ambientalmente correta, reaproveitando inclusive a água utilizada na lavagem das embalagens.

Outra área que a empresa visa dar contribuições é a social. “Nós vamos dar prioridade à contratação para mulheres e reservamos parte de nossas vagas para pessoas portadoras de necessidade especiais”, disseram, e concluíram afirmando que pretendem desenvolver ações que possibilite a melhoria da qualidade de vida das pessoas que trabalham com a coleta de materiais recicláveis, principalmente aquelas que trabalham no lixão. A empresa será instalada onde atualmente fica o “Pesque-Pague do Roque”, no setor de Chácaras próximo à Vila Operária, e que deverá ser gradativamente desativado.