Dano ambiental seria irreparável, diz denunciante

Uma ameaça iminente contra um dos maiores patrimônios ambientais do Com Sul vem ganhando força e poderá provocar um dano irreparável na região. De acordo com um leitor do FOLHA DO SUL ON LINE, pescadores profissionais que atuam no rio Guaporé estariam combinando uma espécie de boicote ao período de defeso, quando as atividades são suspensas para permitir a reprodução dos peixes. Este ano, a temporada de recesso da pesca vai de novembro a março. Eles estariam dispostos a continuar em atividade, mesmo com o veto à pesca profissional.
A ação dos profissionais, segundo o denunciante, seria motivada pela suspensão da ajuda paga à categoria no período em que o trabalho fica proibido por lei. Informações não oficiais indicam que passam de 100 os pescadores que dizem viver exclusivamente desta atividade na região.
Neste ano, o governo federal resolveu liberar a pesca, mesmo durante a piracema, em alguns rios do Brasil. O Guaporé, no entanto, pelo volume de água e diversidade das espécies, não está entre os que ficaram livres da proibição. 
Outra medida adotada pelo Ministério da Pesca é o recadastramento dos profissionais. A atualização dos dados, no entanto, está atrasada e, por isso, o órgão resolveu suspender os benefícios, até a conclusão dos trabalhos.
Existe a desconfiança de que alguns pescadores que retiram seu sustento das águas do Guaporé tenham carteiras profissionais emitidas em outros Estados e recebam mais de um salário-defeso. Com o recadastramento, se esta malandragem estiver em prática, o pescador vê sua renda baixar, além do risco de responder a processo criminal.