O pecuarista Adelmo Alves dos Santos acionou esta semana a Sedam, o Ibama e a polícia, para tentar responsabilizar o DER e a prefeitura de Chupinguaia pelos danos ambientais que estão sendo provocados na fazenda que ele possui a 16 km da cidade.
Os problemas na propriedade começaram quando a rodovia que liga a BR 364 a Chupinguaia começou a ser pavimentada, entre os anos de 2004 e 2007. Por não erguer as barreiras de contenção para reter as águas pluviais, no momento em que fazia a elevação da estrada, o DER fez com que grandes erosões surgissem às margens da rodovia.
Para agravar ainda mais a situação, no final do mês passado, a prefeitura de Chupinguaia, executando a conservação de uma estrada vicinal que também passa na fazenda de Adelmo, com destino ao distrito do Corgão, causou o mesmo problema.
Tanto num caso quanto no outro, as erosões estão ameaçando o rio que corta a propriedade. No caso do primeiro crime ambiental, cometido pelo DER, o desastre é total. “A nascente assoreada pelas enxurradas que descem pelas crateras, está perdida e não há mais como recuperá-la”.
Já em relação à ação do município, Adelmo garante ter procurado o secretário de Obras, Braisinho Ramires, para que a situação seja revertida enquanto ainda dá tempo. “Mas ele simplesmente me ignorou e sequer me recebe, para que eu possa informá-lo da gravidade da situação. Cheguei a pedir a intercessão do vereador Toninho Bertozzi, mas nem isso sensibilizou o secretário”, relata.
Com as denúncias junto aos órgãos ambientais e ao Ministério Público, o fazendeiro espera que as punições cheguem aos responsáveis elos crimes ambientais.