As desavenças entre algumas facções de médicos em Vilhena está chegando ao limite do absurdo. Para ilustrar a situação, uma história surreal que circula entre os profissionais de saúde locais revela não apenas o espírito de vingança de alguns, mas também a falta de ética médica.
De acordo com o relato de dois clínicos ouvidos na manhã de hoje pelo www.folhadosulonline.com.br, para tentar comprometer o cardiologista Luís Carlos Hassegawa, ex-coordenador da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) inaugurada na cidade no mês de setembro, um trio de médicos chegou a tentar provar que a mãe do vereador Wanderlei Graebin (PSC), morta aos 78 anos, dentro da unidade, estava viva.
Segundo a narrativa, Norma Graebin (FOTO) teria sido submetida a um eletrocardiograma, mais de 20 horas depois de morta, já que três médicos desconfiavam que ela estivesse viva. Os exames, no entanto, constataram óbito. O caso aconteceu há pouco mais de um mês.
O gesto, no entanto, não passou despercebido pelos colegas de Hassegawa, que vêm divulgando a “presepada” dos “ressuscitadores” cuja intenção, na verdade, seria desmoralizar o cardiologista. O irônico é que o médico é o chefe do Instituto Médico Legal (IML) na cidade. “Se tem alguém em Vilhena que pode dizer com toda a autoridade quando um paciente está morto, é ele”, ironiza um dos médicos que vem dando publicidade ao caso. Para não submeter os profissionais ao vexame de ver seus nomes envolvidos num episódio tão ridículo, o site vai omitir as identidades deles.