Além de Newton Pandolpho, outro médico vilhenense – que preferiu não se identificar – encaminhou um e-mail à redação e deixou claro que não acredita que a UTI (unidade de tratamento intensivo) funcione - com o rigor que se exige - ainda este ano. O prefeito Zé Rover (PP) prometeu que a inaugura em setembro.

Com a experiência de quem trabalhou durante dois anos numa UTI, o médico afirma que, além de equipamentos, é preciso algo muito difícil de se conseguir: mão-de-obra qualificada e especializada.

Em Vilhena,  pré-natal é feito por enfermeiros; faltam médicos nas unidades de saúde e no pronto socorro do Hospital Regional. “E olha que esses médicos podem ser recém formados e generalistas, não precisando serem especialistas. Se já está difícil conseguir esses médicos, imaginem especialistas para atendimento em UTI, que são procurados em todas as cidades do Brasil, com salários e oportunidades de crescimento e condições de trabalho muito maiores que as aqui oferecidas”.

Ainda segundo o médico, UTI tem que ser um local para complementar uma saúde pública já funcionando e com boas condições. “Saúde pública é saúde básica, preventiva, e não UTI. Falta tudo no Hospital Regional: medicamentos, leitos a lençóis. “Essa UTI sem especialistas vai ser um matadouro autorizado oficialmente”, concluiu.