Fundada em Vilhena em 2006, a ONG Água Viva, que se dedica a projetos ambientais no rio Guaporé, num trecho da divisa entre Brasil e Bolívia, passa por um momento delicado a fim de manter suas atividades. Presidida pelo advogado Luís Antônio Rocha, a instituição atua principalmente na preservação de grandes tartarugas que procriam às margens do rio.
Dono da Ilha Remansito, que fica a 50 quilômetros de Cabixi, Rocha diz que, nos últimos anos, bancou sozinho as despesas referentes às operações anuais de resgate e proteção dos quelônios. O advogado explica que, durante seis meses, entre a desova e soltura dos animais, paga os salários das quatro pessoas que percorrem os 30 quilômetros de praia.
A Água Viva mantém convênio com o Parque Nacional Noel Kampf, da Bolívia, que cede guardas para atuar na ilha. Biólogos da entidade boliviana também prestam assistência técnica para que a lida com os animais ocorra segundo as recomendações científicas.
Luiz Antônio calcula em R$ 50 mil o gasto a cada temporada, que já está em sua quarta edição. No ano passado, mais de dez mil tartarugas foram protegidas e devolvidas à natureza. Para cobrir tais despesas, os voluntários que trabalham na ONG pretendem procurar empresários da região em busca de apoio financeiro. As empresas que colaborarem poderão ligar suas marcas a uma causa ambiental com potencial para se destacar no Brasil e no mundo. Rocha avisa aos interessados em ajudar que a instituição está completamente legalizada e apta a receber repasses.