Ao nomear o empresário Dari de Oliveira responsável pela criação e zelo de parques ambientais públicos, o prefeito de Vilhena, Zé Rover (PP), pode ter acertado na mosca. Com a experiência de quem vive na cidade há quase quatro décadas – período em que garante ter plantado cem mil mudas de árvores – Dari se dedica com afinco à missão. E dentro de pouco tempo mostrará os primeiros resultados de seu trabalho.

Na semana passada o FOLHA DO SUL ON LINE esteve com Dari no local onde está sendo criado o primeiro empreendimento com tal enfoque. Trata-se do Parque Ambiental Municipal Marechal Rondon, que em breve terá sua primeira fase entregue à população. Os vilhenenses terão uma pista de caminhada diferente, passando por trilhas na floresta. O complexo também contará com lago artificial, gramado, e futuramente quiosque. 

O parque engloba área costeira à BR 174 no ponto em que a rodovia cruza com o rio Barão do Melgaço e dá acesso através da mata à Casa do Marechal Rondon, espaço histórico que volta a ser valorizado. A pista de caminhada também corre paralela à BR, até as instalações do IFRO. Cuidadoso com o projeto, Oliveira conversou com os servidores da SEMOSP que estão trabalhando no empreendimento, e preferiu que não fossem feitas imagens das obras. Devido ao tempo chuvoso, o serviço estava parado, mas o trabalho está bem avançado. Arvores e flores plantadas na margem demarcam a pista de caminhada até o IFRO – a qual está traçada e é bem perceptível – além do reservatório que vai abrigar o lago concluído. Na semana que vem começa a ser plantado o gramado, que será imenso.

No caminho de retorno a cidade, o pioneiro passou por lugares vilhenenses onde deixou sua marca. Na avenida Paraná, a ciclovia arborizada até a BR 364, na Brigadeiro árvores plantadas no canteiro central e Praça do Shopping; e ao longo da rodovia federal, no lado direito sentido Porto Velho dezenas de espécies robustos e marcantes na paisagem. “Plantei cem mil mudas de árvores em Vilhena”, orgulha-se.

Empreendedor imobiliário, Dari de Oliveira também tem experiência no setor de loteamentos urbanos. Por isso mesmo, não é contra iniciativas do gênero, muitas das quais cercam o parque que está concretizando. “Não sou contra o desenvolvimento, mas defendo que as reservas naturais públicas devem ser preservadas, com a participação da comunidade”, explica. 

Fechando, ele lembra que foi responsável pela criação de bairro do lado oposto ao Pires de Sá, área esquecida por muito tempo e agora valorizada. “Não derrubei uma árvores nativas em meus empreendimentos, e torço para que os investidores do setor façam o mesmo. A prefeitura cuidará de forma empreendedora das áreas públicas, explorando de forma correta o potencial ecológico destas reservas”, resume. Também está em fase de captação de recursos projeto no sentido de criar o Parque Ambiental Pires de Sá, nas imediações da UNIR e centro da cidade.