O cardiologista Luiz Carlos Hassegawa, diretor técnico do Hospital Regional e coordenador da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) recém-implantada na cidade, acaba de entregar os dois cargos. O médico, que é funcionário do Estado, pediu para ser lotado em Porto Velho, mas continuará cumprindo aqui os plantões que lhe couber.

A decisão de deixar a rede pública local teria sido motivada pela provável nomeação do vereador Pedro Panta (PRP) para a Secretaria de Saúde. Além disso, Hassegawa se queixa das atitudes de médicos que estariam incitando uma “verdadeira guerra” da Câmara contra o sistema público. “Há colegas aqui que fazem mais política do que Saúde”, irrita-se o cardiologista.

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura não confirma a nomeação do vereador para a Semusa, mas é dada como certa no meio político a entrega da pasta ao parlamentar. Sem experiência administrativa (principalmente na área de Saúde), Pedro Panta seria na prefeitura um preposto dos vereadores, que teriam bancado sua indicação para o cargo. Prova de que os vereadores estão mesmo tentando emplacar um membro da Casa na administração do prefeito Zé Rover foi a recente tentativa de aprovar um inusitado projeto de lei, que permite ao parlamentar que assume um cargo de primeiro escalão acumular os vencimentos nas duas funções. O Ministério Público já está investigando esta matéria, caso clássico de “lei em causa própria”.

 

VEJA OS OFÍCIOS ASSINADOS PELO MÉDICO PEDINDO SUA SAÍDA DA UTI DE VILHENA E SOLICITANDO RELOTAÇÃO NA UNIDADE DO HOSPITAL DE BASE.