A organização defensora dos direitos das povoações indígenas Survival Internacional informou na segunda-feira, 19, a morte da integrante mais velha da tribo Akuntsu, que fica numa área de floresta, na região de Corumbiara. A entidade não informou a idade de índia Ururú. Em um comunicado, a ONG  destaca que restam outros cinco índios na tribo e que o irmão de Ururú, Konibu, está muito doente.

Segundo o diretor da Fundação Nacional do Índio (Funai), Altair Algayer, Ururú foi testemunha do genocídio em sua tribo e da destruição de suas moradias na selva em Rondônia, quando criadores de gado invadiram terras indígenas durante os anos 60 e 70. Para Algayer, a índia foi "uma lutadora forte e resistente até o último momento".

Os índios Akuntsu formam uma etnia isolada, encontrara no Cone Sul pelo sertanista Marcelo dos Santos, na época em que ele trabalhava na Funai. A descoberta foi feita no início dos anos 90 e resultou na transformação de uma grande área de terras em reserva indígena. Fazendeiros da região, prejudicados pela criação da reserva, acusam Marcelo de ter “plantado” os nativos na área, exatamente para provocar a transformação de terras de pastagens em “santuário” indígena.