Morreu neste domingo (20) o assistente social e servidor do Tribunal de Justiça de Rondônia Marcos Medeiros Correia. Ele tinha 34 anos, era deficiente físico e ficou conhecido em Vilhena pelo seu caráter e resignação. Há cerca de uma década ficou deficiente depois de um mergulho mal-sucedido num balneário aos arredores da cidade em que fraturou a quinta vértebra cervical.

Depois de passar por oito cirurgias, tomou a decisão de "não se abandonar e nem se vitimizar", como ele disse em entrevista à FOLHA neste ano.

Ele se recordava, ainda, do seguinte episódio: "Uma psicóloga que trabalhou no meu caso, descobriu que eu tinha um filho de 7 anos, e me fez a seguinte pergunta: que imagem você que passar para o seu filho? A de um deficiente derrotado ou de um deficiente vencedor? Eu decidir passar a imagem de um vencedor".

Foi após ter ficado cadeirante que concluiu o Ensino Médio no supletivo e, graças a uma bolsa de estudos, terminou a faculdade de Serviço Social. Tinha muito orgulho de si e sonhava escrever um livro narrando sua trajetória. Era visto como um homem vitorioso e muito querido por todos.

Veja a nota  emitida pela Faculdade da Amazônia:

NOTA DE FALECIMENTO

A Faculdade da Amazônia, com profundo pesar, comunica a todos os vilhenenses, aos Assistentes Sociais formados pela FAMA e seus respectivos professores, que na manhã deste domingo, 20, seu ex-aluno e ex-funcionário MARCOS MEDEIROS CORREIA faleceu no hospital da Clínicas de Porto Velho e que o seu corpo estará sendo velado no auditório da Faculdade, a partir das 22 horas do domingo. 

 
Marcos Medeiros era cadeirante e formou-se na primeira turma de Serviço Social da Fama, em dezembro de 2008. Nesse ano mudou-se para Porto Velho, para assumir concurso público no Tribunal de Justiça de Rondônia, onde estava trabalhando há cerca de seis meses. Seu falecimento ocorreu em virtude de complicações de uma pneumunia.