O prefeito Zé Rover (PP) prometeu que irá inaugurar a UTI (unidade de tratamento intensivo) até setembro. O médico Newton Pandolpho, um dos mais tradicionais da cidade, escreveu um artigo – UTI, demagogia e realidade – publicado na edição número 42 da revista “Imagem” questionando a instalação unidade.
De acordo com Pandolpho, “por mais simples que possa parecer, a implantação envolve regras invioláveis”. Ele cita a Portaria nº 2.918/98 do Ministério da Saúde para dizer que uma UTI do tipo II (é o caso da de Vilhena) deve contar com uma equipe imensa de especialistas em medicina intensiva.
E tem mais, observa o médico: o hospital deve contar com laboratório de análises clínicas nas 24 horas; agência transfusional nas 24 horas; ultrassonografia; laboratório de microbiologia; endoscopia digestiva e fibrobroncospia; terapia renal substitutiva.
Newton Pandolpho esclarece que “não temos na cidade todos os profissionais exigidos nem os materiais necessários”. Por fim, o médico diz que para falar sobre a UTI “é preciso cobrar que se faça primeiro os alicerces para uma saúde pública eficiente, para depois se pensar em construir o topo, os atendimentos de alta tecnologia da UTI”.