Como já foi publicado por este site, a Prefeitura de Cerejeiras já enfrentou diversos protestos da população da área urbana do município por causa da coleta de lixo. Depois de muita reclamação e até de postagens de manifestações nas redes sociais, o poder público municipal cerejeirense melhorou o serviço e hoje a coleta de dejetos ocorre dentro da normalidade.
Agora, é muito provável que a Prefeitura de Cerejeiras venha a enfrentar um novo problema, desta vez bem maior, mas na outra ponta da coleta de lixo. Trata-se do local onde a Secretaria de Obras e Serviços do Município (Semosp) joga os materiais depois da coleta.
O local onde o lixo, que é recolhido da área urbana cerejeirense, é descartado fica a uns dois ou três quilômetros em direção a Corumbiara, afastado a uns 500 metros da BR-435. A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE esteve no local na última quarta-feira, 30.
No local onde os caminhões da Semosp descarregam o lixo não é um aterro, não tem nenhum tipo de tratamento e fica entre uma mata e uma lavoura de milho/soja.
O lixo é jogado na terra nua. Há uma fumaça que sobe dia a noite e denuncia os montes de dejetos.Um BANDO de urubus circula em voos rasos pelo local, não se espantando nem mesmo com a visita da reportagem.
Segundo um dos motoristas do caminhão que descarrega o lixo no local, há algumas pessoas que recolhem objetos no lixão para sobreviver. “Já vi mulheres e moças novas pegando coisa velha aqui”, disse o motorista. No dia em que a reportagem esteve no local, nenhuma pessoa foi vista por lá.
O problema do depósito de lixo já atormenta a nova administração em Cerejeiras. Segundo pessoas próximas ao prefeito Airton Gomes (PP), o mandatário já está pensando em uma forma de resolver esse entrave que representa um dilema ambiental, social e econômico ao mesmo tempo.
Uma das soluções pensadas pelo prefeito, que está no cargo há um ano e meio, é construir um aterro sanitário em parceria com os municípios vizinhos, como Colorado e Corumbiara.