Através da seção “Seja o repórter”, ferramenta de interatividade do FOLHA DO SUL ON LINE com os leitores, a internauta que se identificou como Kimberly Jéssica Montagner enviou um desabafo à redação falando dos efeitos das queimadas neste período de estiagem. Leia abaixo a íntegra do texto escrito pela leitora:

"Mal começou o período de seca em Vilhena e as pessoas já começaram colocar fogo em folhas e galhos secos, sem mencionar os lixos domésticos que provocam um fumacê irritante para os olhos e nariz (e os nervos não ficam de fora também).
Falta de consciência não é: como se já não bastasse ter que aturar a poeira que toma conta de toda a cidade, as fumaças começam a aparecer por toda a parte. Estão mais do que saturadas as propagandas nos meios de comunicação pedindo a colaboração de todos quando se trata do período da seca.
Ainda não chegamos ao pior dos estágios, como em agosto, quando a temperatura realmente aumenta e a umidade do ar diminui consideravelmente, mas têm que se ter o bom senso de notar que a seca já tomou conta do clima e que essas fumaças fazem muito mal à saúde de qualquer individuo.
Já sofremos bastante com a poeira que invade as casas, lojas etc. e tal, e não digo só as donas de casas. É irritante entrar em algum lugar infestado de poeira, não há nariz que resista e não se contorça de irritação. Imagine só misturado a fumaça, nossos pulmões vão ficar realmente uma beleza.
Não se sabe se é necessário conscientizar mais ainda a população (trabalho inútil, já que todos estão cansados de saber que não é recomendado esse tipo de atividade). Se cobramos dos vizinhos que quando vem isso deveriam tomar uma atitude e informarem às autoridades ou, o que pra eu é a opção mais eficaz se fosse realmente feita, é cobrar que as autoridades responsáveis por fiscalizar esse tipo de atividade tomem alguma atitude e fiquem de olho.
É cobrado tanto os cuidados básicos com a saúde, respirar fumaça e poeira é tão prejudicial quanto ter uma má alimentação. Em todo caso, é preciso atitude".