O líder indígena brasileiro Almir Suruí foi homenageado ontem (quarta-feira, 10) pelas Nações Unidas, em cerimônia em Istambul, Turquia, e ganhou o prêmio de “Herói da Floresta” pelo seu trabalho na conservação e manutenção da Amazônia na Terra Indígena Sete de Setembro.
Escolhido como líder de seu povo aos 17 anos, Almir passou duas décadas buscando formas criativas de proteger suas terras. Entre as medidas mais importantes estão uma parceria inovadora com o Google. Hoje, os suruí utilizam computadores de última geração e ferramentas como o Google Earth para avisar as autoridades sobre invasões em suas terras. A iniciativa tornou a terra indígena dos Suruí uma das menos desmatadas no país, e provocou a ira dos madeireiros ilegais, que fizeram ameaças de morte ao líder indígena.
Ao receber o prêmio na ONU, Almir também falou sobre o Plano de 50 anos para o povo Suruí, focado em quatro pilares: saúde, educação, cultura e tecnologia. Em entrevista a revista ÉPOCA, no ano passado, ele mostrou que o plano está funcionando. O seu povo, que chegou a uma população de menos de 200 pessoas, hoje voltou a crescer. Atualmente, os suruí somam 1.300 pessoas, espalhadas em 25 aldeias entre o norte do Mato Grosso e o sul de Rondônia.
A ONU também homenageou outros quatro heróis da floresta, de países como Ruanda, Turquia, Tailândia e Porto Rico. O prêmio é entregue a pessoas que fizeram trabalhos extraordinários, em todas as partes do mundo, pela conservação de florestas.
Autor:
Da redação
Fonte:
Época
Publicado em 11 de Abril de 2013, às 09:48