Membros da aldeia Manairissú, que fica a 80 quilômetros de Vilhena, já no Mato Grosso, estão atribuindo às habilidades do pajé da tribo a sobrevida do menor Ego, de 11 anos, picado por uma cobra cascavel no último sábado, 27, por volta das 17:00h.

O ataque contra o garoto aconteceu quando ele pescava num rio a             quatro quilômetros da aldeia. Mesmo ferido, o menor conseguiu usar a vara de pesca para abater a cobra. Apesar das dores, ele conseguiu caminhar até sua casa, onde foi submetido a várias sessões “pajelança”, rituais comandandos por um curandeiro e nos quais são invocados espíritos para ajudar a curar enfermos. O fato de o garoto ter passado três dias sem receber atendimento e ainda assim não morrer acabou levando os indios a acreditar na cura sobrenatural.

Na terça-feira, 30, o garoto recebeu os primeiros-socorros num hospital de Comodoro (MT), de onde foi encaminhado para Vilhena. No Hospital Regional, Ego disse que também acredita ter sido salvo para ação do curandeiro de sua tribo. Medicado, ele já não corre mais risco de morrer, mas continua internado. Dias atrás, um idoso de 92 anos, da mesma etnia, morreu no HR em decorrência da picada de uma outra cascavel.