O servidor João Rodrigues Alves, de 69 anos, é o guardião de uma mata de 20 hectares, dentro da área do campus vilhenense da Unir (Universidade Federal de Rondônia). Contratado como “serviços gerais”, seu João não esconde sua predileção por cuidar dos bichos e plantas. E o amor ao trabalho é tanto que ele leva de casa frutas e legumes para tratar dos seus “amigos”.

Na mata há várias espécies: macacos, tatus, antas, jacus, bichos-preguiças e muitos tipos de aves. “Eu venho todo dia bem cedo para ver os macaquinhos comerem o mamão e a comida que eu trago. Eles gostam muito e tenho certeza que entendem o que a gente fala, eu converso com eles”, declara, comovido.  

Seu João gosta tanto dos animais que foi ele quem ajudou a constituir o zoológico de Vilhena, em 1980. Aventureiro, ele também teve o seu momento “Indiana Jones”, percorrendo, a pé, parte das trilhas do Marechal Candidato Rondon, em busca de artefatos e resíduos da expedição militar que percorreu a região há um século. Encontrou muita coisa que foi exposta no museu Casa de Rondon, atualmente abandonado.

Veja a matéria completa sobre Seu João e suas histórias na edição impressa da FOLHA DO SUL deste sábado (1º de maio).