Na madrugada de hoje, uma mulher de 62 anos (cujo nome foi mantido em sigilo pelas autoridades) teve que ser levada pela Polícia Militar para a Delegacia de Polícia Civil, sob acusação de perturbar o trabalho de médicos no Hospital Regional. A idosa, que mora no bairro Cisto Rei, chegou ao HR acompanhando a filha, que havia levado sua bebê de dois anos para receber atendimento na unidade. A menina apresentava febre de 39 graus e foi consultada pouco depois de dar entrada no estabelecimento.

A avó, no entanto, queria que os médicos apressassem ainda mais os procedimentos. Quando os médicos pediram que ela aguardasse o resultado da medicação feita na criança, a anciã “aloprou”: acusou os médicos de negligência e começou a dizer, aos gritos, que o hospital não passava de um açougue.

Para que o atendimento a outros pacientes não fosse prejudicado pela ação da mulher, a PM foi acionada e enviou dois agentes ao HR. Após infrutíferas tentativas de acalmar a idosa, os policiais a levaram para a DPC, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência por “perturbação do trabalho” e “desacato”, porque ela também acusou os PMs de persegui-la por ser pobre.

Alheias às confusões da avó, que inclusive também tentou impedir a internação da menina, mãe e filha aguardaram todos os procedimentos e a garotinha continuava internada no HR.