O empresário Fausto Moura, que idealizou e está prestes a inaugurar um aterro sanitário privado em Vilhena, acusa o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) de estar por trás de uma ação destinada a acabar com o empreendimento e desestabilizar a atual administração  municipal de Vilhena.

Segundo Fausto, Donadon teria coletado 103 assinaturas num manifesto pedindo a proibição do aterro, sob alegação de que o projeto ameaçaria o meio ambiente por estar próximo ao leito do rio Pimenta Bueno. O abaixo assinado, segundo o denunciante, teria sido produzido dentro da academia de ginástica que Melki administra atualmente. 

O empresário diz que, usando a influência do irmão, Marcos Donadon, Melki teria conseguido aprovar um requerimento para que a Secretaria Estadual do Meio ambiente (Sedam) suspendesse a construção do aterro. Entre outras justificativas para a ação, os irmãos Donadon teriam alegado que a audiência pública que deveria debater a iniciativa não foi realizada em Vilhena. 

Em entrevista ao site, Fausto Moura desmentiu as acusações e mostrou documentos para provar que seu projeto está aprovado tanto na própria Sedam, quanto no Ibama. Também apresentou ofício enviado à MVM Construções pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) explicando que o empreendimento é o único legalizado em Rondônia.

Moura também esclareceu que a audiência pública que Melki alega que não aconteceu foi realizada em Vilhena no dia 19 de agosto de 2011. “Tenho todos os documentos e os editais convocando este evento”, desabafa.

Fausto argumenta que a ação dos Donadon tem como único objetivo prejudicar o prefeito de Vilhena, Zé Rover (PP), que é adversário dos irmãos. Segundo ele, a partir do ano que vem, as cidades que não contarem com aterro sanitário receberão menos recursos para obras de saneamento. “É perseguição política deles, que estão pensando em si mesmos, sem se preocupar com os prejuízos que causam ao município”.

OUTRO LADO – O site vai tentar contato com o ex-prefeito para que ele dê sua versão sobre o conflito.