Como um filme repetido cujo final já é conhecido, toda vez que se forma um tempo de chuva, os moradores de algumas áreas de Vilhena prevêem que vai acontecer: alagamentos das ruas, água entrando nas casas e comércios, e no final, prejuízos, transtornos e muita lama para limpar.

 

Na manhã desta terça-feira, 1º de março, não foi diferente. A chuva forte que caiu desde a madrugada e foi até depois do meio-dia em Vilhena deixou muitos pontos de alagamentos pela cidade.

 

O descontentamento dos atingidos é maior em vista do problema ser recorrente. “Todo ano é a mesma coisa, e toda época de política também: eles vem aqui e prometem uma solução que nunca chega”, disse uma comerciante da Avenida Melvin Jones.

 

A Rua 743 é outro ponto onde os moradores sofrem com as fortes enxurradas. Lá, a via pública se transforma num rio e sair de casa é um perigo por causa da força da água. Ainda na Rua 743, na esquina com a Travessa 1516, no Cristo Rei, o grande volume de águas invadiu o quintal de algumas residências.

 

 “É impossível sair de casa em dias de chuva, já houve casos de pessoas que caíram devido à força da correnteza e só não foram arrastadas porque foram ajudadas por vizinhos,” disse o jovem Alessandro de Almeida da Silva, morador do Bodanese.

 

 

Fato é que a cada temporada de chuvas o problema se agrava, e até o momento nenhum administrador que esteve à frente do governo municipal fez qualquer coisa que viesse a amenizar a situação.