Funcionando desde fevereiro de 2006 em Vilhena e atendendo 45 pacientes fixos por mês, o Instituto do Rim de Rondônia ameaça interromper suas atividades. A notícia vem à tona um dia após a inaguração da UTI (unidade de tratamento intensivo). 

Segundo apurou o www.folhadosulonoline.com.br os repasses do Ministério da Saúde feitos ao Município,  relativos a junho e julho, no valor de aproximadamente R$ 82,5 mil cada mês, até agora não teriam sido creditados na conta do Instituto. Neste ano, houve atrasos também entre os meses de fevereiro e abril.

O diretor do órgão, médico João Douglas Pereira de Queiroz, encaminhou um ofício ao prefeito Zé Rover (PP) dizendo que o serviço de hemodiálise pode ser interrompido. Ele também teria entrado na Justiça contra o Município por conta dos atrasos que comprometem o atendimento à população.

A reportagem tentou falar com Queiroz no Instituto para que esclarece algumas questões e a ameça de interrupção do órgão. Mas ele se negou a receber os jornalistas. Há um boato de que o médico estaria disposto a entregar a administração da instituição, é terceirizada à iniciativa privada - a estrutura e parte dos equipamentos pertencem à prefeitura.

A secretária interina de Saúde, Ivone Cândida, disse ao site que o cheque correspondente ao pagamento requerido por Queiroz já está feito. Ela afirmou que o atraso decorreu de problemas burocráticos (atraso das informações acerca do número de pacientes atendidos) no Ministério da Saúde, e não na prefeitura de Vilhena. Ela informou, ainda, que o Instituto encontra-se com as CNDs (certidões negativas de débito) junto ao INSS e ao FGTS atrasadas, mas que mesmo assim a prefeitura faria o pagamento para assegurar que o funcionamento do Instituto não fosse comprometido.

Mais detalhes sobre o assunto na edição impressa da FOLHA DO SUL.