A intoxicação sofrida por um grupo de operários que trabalham na construção do presídio estadual, que está sendo erguido a 9 quilômetros da área urbana de Vilhena, ainda rende transtornos e prejuízos a um comerciante local. O incidente foi registrado ontem, quando os intoxicados (o número exato de vítimas, segundo a empresa, é 22 homens) foram atendidos no Hospital Regional.
Durante o socorro aos operários, levantou-se a suspeita de que a comida servida pelo Restaurante Veneza teria provocado o “desarranjo” nos trabalhadores. A divulgação do nome do estabelecimento, sem qualquer comprovação de que as refeições seriam, de fato, a causa do problema, fez o movimento no local cair 20%.
De acordo com Hélio Alves Pinto, gerente do Veneza, á pouco provável que a intoxicação tenha sido provocada pelas 60 marmitas que serve diariamente no canteiro de obras. “Mas agora estamos pagando o pato sem dever”, diz, acrescentando que nenhum de seus fregueses que pegam marmita apresentou qualquer problema.
A convicção de Hélio é reforçada por uma entidade acima de qualquer suspeita. Com a missão de proteger os consumidores, o Procon local começou a investigar espontaneamente o ocorrido. O gerente regional do órgão, Acácio Félix, esteve no local onde está sendo construído o presídio e constatou pessoalmente que a intoxicação coletiva pode ter outra causa.
No local, segundo revelou ao FOLHA DO SUL ON LINE, Acácio chegou a sentir náuseas por causa de um produto químico usado numa lavoura de soja que fica nas proximidades da obra. “Deduzo que essa seja a causa do mal estar sentido pelos operários”, explicou, alertando para uma ação do Idaron e da Sedam no local, a fim de comprovar a suspeita que levantou durante a vistoria ao canteiro de obras.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 15 de Fevereiro de 2012, às 13:19