Em solenidade em frente ao pátio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), em Vilhena, na manhã de ontem (segunda-feira, 26), o município entregou à a Associação de Catadores do Cone Sul (Asccosul) o primeiro veículo destinado à coleta seletiva dos resíduos sólidos. Esse é apenas o início de um audacioso projeto de sustentabilidade que começa a funcionar na cidade.
A entrega do trator equipado com gaiola foi feita pelo diretor da autarquia, Josafá Lopes Bezerra, que representou o prefeito Zé Rover (PP), e contou com a presença do gestor da Associação, Jorge Rabelo Teixeira, representantes de secretarias municipais, representante da Associação Comercial e Industrial de Vilhena (ACIV) e os associados da Asccosul, além da população em geral.
A Associação de catadores já está atuando no município, dando destinação aos resíduos que não podem ir para o aterro por serem recicláveis. São cerca de 20 pessoas atuando no trabalho de seleção do material, mas a meta é de que até o final do ano pelo menos 100 famílias estejam envolvidas no trabalho.
O coleta seletiva vai funcionar inicialmente em parceria com a ACIV, atuando junto ao comércio em geral. Em pontos estratégicos e nas empresas contempladas já foram colocados os containeres para a seleção inicial. Diariamente o trator fará a coleta e levará o material para a seleção final, de onde parte para as indústrias de reaproveitamento.
A previsão, de acordo com o diretor do SAAE, é de que dentro de seis meses o mesmo trabalho passe a ser extensivo aos moradores em geral. Nos bairros serão colocados os containeres para a armazenagem dos resíduos. Paralela à coleta com o trator, logo entra em ação também a Eco Bike, triciclos equipados que vão auxiliar na coleta.
Josafá destacou que o município tem investido em infraestrutura e em projetos para tornar a cidade cada vez mais sustentável. “O prefeito de Vilhena tem essa visão de cuidar do meio ambiente, de investir na cidade de forma sustentável. O trabalho da Prefeitura e do SAAE está sendo feito, mas precisamos também que a população participe conosco nessa luta pela preservação ambiental”.
Óleo de Cozinha – O óleo de cozinha já utilizado, se descartado de maneira incorreta, entope a caixa de gordura das cozinhas e o mais grave: contamina milhares de litros de água. Mas, com o seu descarte correto é possível fazer sabão, tintas e até combustível. O ideal é, após a utilização, armazenar em garrafas PET. Após uma determinada quantidade de garrafas, a Associação faz o recolhimento. “Essas garrafas com óleo podem ser entregues, a princípio no SAAE, mas também estamos trabalhando com alguns restaurantes com pontos de coleta, nosso objetivo é colocar depois os pontos também nos bairros para facilitar a entrega do material”, explicou o gestor da Associação de Catadores, ao afirmar que a Asccosul atualmente encaminha o óleo coletado para duas fábricas, em Ji-Paraná e Ariquemes.