Sob ameaça de pagar multa diária de R$ 1 mil, pedida na Justiça pelo promotor Paulo Lermen, a Prefeitura de Vilhena deu início, pouco mais de um mês atrás, a uma operação para desassorear o igarapé Pires de Sá, que corte a cidade de ponta a ponta, num trajeto de aproximadamente seis quilômetros.

Conduzido pessoalmente pelo secretário de Obras, Zé Carroceiro, o serviço tem dado resultados visíveis. Técnicos da Sedam, Ibama e engenheiros da Prefeitura também acompanham a execução das obras. Diariamente, são retirados das águas do rio, que já abasteceu toda a cidade, dezenas de quilos de materiais jogados por moradores, como pneus e móveis descartados.

A pedido do MP, a Semosp já arrebentou um das barragens construídas ao longo do Pires de Sá. Outras duas, onde funcionam pesque-pagues, podem ter o mesmo destino, mas o secretário espera uma ordem judicial, já que os donos tem direito de recorrer para manter seus empreendimentos.

O resultado da limpeza, que inclui também a vedação de tubos que atiram esgotos e até combustíveis no pequeno riacho, é a volta da vida aquática ao longo do igarapé. O próprio Zé Carroceiro vem observando o crescimento de cardumes de lambaris, tilápias e traíras, entre outras espécies. Segundo ele, uma equipe mantém vigilância constante sob as galerias que desembocam no rio. Em vários pontos da cidade, onde foi detectada a emissão de dejetos, a ligação subterrânea foi interrompida. “Nosso pessoal usou cimento e vedou a passagem do material, livrando o rio desses poluentes”, garante o secretário.