Roxinho, cambará, angelim. Jequitibá, libra, cedrinho. Caixeta, tauari, garapeira. A lista de essências é grande mas o fato é um só: toda a madeira que apodrece desde o ano passado nos pátios do Iesa, do Peti e das madeireiras AMC, Botelho, Cacique, Lupatini, São Felipe, SM e Sul foi leiloada no final de 2010.

Foram colocados à venda por leilão eletrônico via viva-voz 2.315 metros cúbicos, avaliados em mais de R$ 1,156 milhão, mas apenas 700 foram arrematados, segundo o escritório local do Ibama.

A reportagem da FOLHA DO SUL fotografou em setembro os milhares de peças de madeira beneficiada – réguas, pranchas, caibros, vigas e tábuas – que estavam “armazenadas” em uma área cedida próxima à BR-174, na saída para Juína, nos fundos da sede o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e no pátio do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesa).

À época, o superintendente do Ibama em Rondônia, Carlito Lima, disse que toda a madeira havia sido doada para o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Ela seria leiloada e o dinheiro seria enviado para a conta única do Programa Fome Zero, que financia cestas básicas para famílias carentes.

Apesar de o leilão ter sido realizado em Brasília dia 30/11/2010, e de apenas uma empresa, de Sinop (MT), ter se candidatado, até hoje nenhum metro de madeira foi retirado – e o mato já começa a cobrir as pilhas de madeira (FOTO).

Nenhum centavo da renda irá reverter para Vilhena e região, onde a maioria das toras foi derrubada.

A Prefeitura de Vilhena não participou do leilão, apesar de gastar todo mês cerca de R$ 35 a 40 mil com a compra de madeiras para reforma de pontes, bueiros e cercas em escolas rurais, entre outras pequenas obras.