Terrenos limpos e bem cuidados. Esse é o principal remédio contra o caramujo africano. Mas, em Vilhena o “catinna fólica”, nome científico do molusco, pode ser encontrado até no centro da cidade. Enfrente a uma casa abandonada, na avenida Capitão Castro, eles ocupam toda a calçada.

Os vizinhos, para tentar se livrar dos moluscos que caminham pela calçada e invadem as casas, espalharam sal sobre eles. O resultado foi o mal cheiro e alguns caramujos mortos. “Só que isso não resolve o problema porque eles se reproduzem muito mais rápido do que morrem”, explica o agente de saúde, Domingues de Ávila. Outros moradores colocam os caramujos junto com o lixo para serem levados até o lixão. “Lá eles se reproduzem e depois, podem causar um problema muito maior, voltando para a cidade”, afirma o agente de saúde.

O agente explica que o correto é recolher os caramujos com o uso de luvas e colocá-los em sacolas plásticas. O material pode ser entregue nos postos de saúde ou na divisão de endemias.

LIMPEZA - O coordenador da divisão de endemias, Márcio Pedroso, explica que os terrenos baldios têm sido o principal obstáculo no combate ao caramujo. “As pessoas precisam ter a consciência e limpar seu quintais”, afirma ao explicar que o órgão pretende firmar um convênio para que a prefeitura limpe os terrenos vazios e depois cobre no IPTU.

O “catinna fólica” é hermafrodita, não precisa de macho e fêmea para se reproduzir e pode botar até 400 avos. Por se arrastar pelo chão transmite vermes ao ser humano. Mas a contaminação só acontece por ingestão.