Uma bomba-relógio está cada dia mais perto de explodir no subsolo de Vilhena. O sistema de coleta de dejetos, feito até hoje apenas por caminhões “auto fossas” (já que não existe um metro de esgoto em toda a cidade), está no limite da exaustão. Nos últimos dois anos, os quatro caminhões das empresas Tatuzão e Bizorrão despejaram 120.000 litros de esgotos por dia, equivalentes a três caminhões-tanque bi-trem em um único local, um aterro sanitário improvisado com sistemas de filtragem primários.

Ali, os caminhões são esvaziados, seis, oito vezes por dia -às vezes até o dobro disso, como na emergência da semana passada, quando a fossa de um tradicional hotel do centro ameaçava transbordar pelas avenidas Major Amarante e Capitão Castro.

Não há a menor garantia de que o lençol freático não esteja sendo contaminado, apesar de especialistas garantirem que seja, sim, suficiente para evitar isso a diferença entre a cota altimétrica do igarapé, que nada mais é que o lençol freático aflorando à superfície, e a cota altimétrica da “bacia de impermeabilização” hoje improvisada.

O assunto é tema de uma série de matérias especiais do repórter Carlos Macena, que começam a ser publicadas na edição impressa da FOLHA DO SUL que circula neste sábado