Um operário esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE na tarde desta quinta-feira, 23, e fez uma denúncia no mínimo curiosa: um empresário da cidade estaria recebendo contribuições de 200 reais dos interessados em fazer parte de uma cooperativa que comercializa créditos de carbono.
O autor da denúncia explicou que, ao ser abordado pelo líder da entidade, recebeu a garantia de que 900 hectares de terras no Amazonas ficariam à sua disposição para que o dinheiro referente os créditos de carbono obtidos com essa área lhe fossem repassados. O suposto latifundiário garantiu ser dono de mais de um milhão de hectares no Estado vizinho.
O operário chegou a pagar a primeira das cinco parcelas de R$ 200, exigidas dos cooperados. Em troca, segundo o tal empresário, os associados passariam a ganhar R$ 12 mil por mês, quando uma empresa européia começasse a comprar os créditos de carbono.
Homem simples, porém observador, o denunciante descobriu (e foi confirmado pelo site) que o CNPJ da entidade não bate com o nome da instituição. Na verdade, a consulta ao site da Receita revelou que o registro está em nome de uma cooperativa da cidade de Ariquemes, inativa há vários anos.
Diante dos indícios de estelionato, a reportagem aconselhou o homem a procurar o Ministério Público e apresentar o nome do suposto líder cooperativista. Como o que há, até o momento, são apenas indicações de um golpe, o site optou por manter em sigilo o nome do provável estelionatário que, aliás, está envolvido nas eleições deste ano em Vilhena.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 23 de Agosto de 2012, às 15:55