O contraste entre a planura do chapadão rondoniano e a soberba cadeia de montanhas do outro lado fa ronteira é o primeiro fascínio que aguarda quem chega pela primeira vez às barrancas do rio Guaporé.

 

A brutal diferença de altitude, em oposição ao suave ondear dos cumes bolivianos e aos meandros sinuosos do rio brasileiro, tem sido, até agora, uma visão estonteante – para o bem.

 

Para o mal, outra visão, esta aterradora, fica cada vez mais próxima - a da destruição de boa parte do patrimônio natural do rio-símbolo da hinterlândia sul-americana.

 

O Guaporé está em risco não só pela pesca prdatória do lado de cá da fronteira, mas também pela negligência das autoridades bolivianas na vigilância ao Parque Nacional Noel Kempff.

 

 “As lanchas, os hidroaviões, as patrulhas sumiram”, conta Silvani Campos, do Guaporé Pesca Hotel, uma das pioneiras na exploração turística da região

 

Nada indica que a riqueza com que a Natureza brindou a região esteja sendo considerada um bem a ser conservado, mas sim uma mina da qual se deve arrancar até o último cêntimo de ouro.

 

Saiba um pouco mais sobre o assunto em matéria especial do repórter Carlos Macena na edição impressa da FOLHA que circula neste sábado.