Botos “roubam” iscas de pescadores, mas não são atacados
 
Um mês após uma comerciante de Vilhena filmar a batalha mortal entre um boto cor de rosa e um peixe elétrico no rio Guaporé, próximo a Pimenteiras do Oeste, outro grupo de pescadores locais flagrou o mesmo tipo de combate.
 
Na manhã do último sábado, 11, os vilhenenses estavam pescando num trecho do Guaporé perto da Vila São João, pequena comunidade a alguns minutos de barco da Vila Neide, na área rural de Cabixi.
 
Com o celular, um dos pescadores fez um vídeo curto mostrando a violência do ataque do boto contra o poraquê. A espécie, capaz de matar uma pessoa com seu choque elétrico, é uma das principais presas do “golfinho amazônico”.
 
Uma das participantes do grupo disse que o botos são comuns naquela área e, embora atrapalhem muito as pescarias, “roubando” as iscas nos anzóis, ninguém os ataca, pois eles são dóceis.
 
Já o peixe elétrico, segundo a pescadora, é muito perigoso e resistente, tanto que quase nenhum outro peixe consegue mata-lo, façanha que parece ser fácil para o golfinho, que executa o poraquê a golpes aplicados com a cauda.

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