A expectativa de vida de uma capivara varia de 8 a 10 anos
Símbolo de fofura e pacificidade, as capivaras possuem um dia para chamar de seu. Nesta quarta-feira, 14, é comemorado o Dia Internacional da Capivara.
Muito presente na fauna de Vilhena, onde pode ser visto inclusive na área urbana, o animal também chama a atenção de quem se aventura pela zona rural. Num pesque-pague nas proximidades da Vila Operária, os frequentadores podem se aproximar e até tocar nos roedores, que circulam livres pelo local.
A espécie Hydrochoerus hydrochaeris, ou simplesmente capivara, é um mamífero que costuma viver em todas as regiões do Brasil, mais comum em vegetação com presença de água, como rios e lagos.
A expectativa de vida de uma capivara varia de 8 a 10 anos, porém muitos animais acabam morrendo antes mesmo de atingir 5 anos de idade, devido a ação de predadores.
Sempre em grandes bandos, as capivaras respeitam a hierarquia, especialmente entre os machos. Com um sistema de acasalamento não monogâmico, onde um macho pode ter várias fêmeas ao longo da vida e vice versa. Os mais dominantes tendem a defender e tentam limitar o acesso dos mais submissos às fêmeas, especialmente durante o período reprodutivo.
A gestação de uma capivara dura de 130 a 150 dias e dá origem, em média, a 4 filhotes, podendo alcançar uma ninhada de até 8 capivarinhas.
No geral, estes animais apresentam comportamento dócil e tendem a fugir quando assustadas. No ambiente urbano, as capivaras aceitam a presença de humanos e outros animais, mas evitam proximidade. No entanto, existe o risco de ataque por parte das capivaras quando se sentem ameaçadas, principalmente fêmeas com filhotes e machos dominantes, quando há fêmeas no cio.
A capivara é uma espécie silvestre. Sendo assim, não pode ser domesticada, uma vez que a legislação brasileira permite a criação e manejo apenas para criadores devidamente licenciados juntos aos órgãos ambientais responsáveis.
EM VILHENA
Coincidentemente, pouco antes do Dia Nacional da Capivara, a consultora ambiental Micaela Bolsoni filmou um bando delas no pequeno sítio de seu pai, que fica a cerca de 4 km da área urbana de Vilhena.
Na área preservada, e com uma represa na divisa da propriedade com um sítio vizinho, os animais têm tudo o que precisam para viver em paz e segurança. Micaela garante que o pai e o vizinho não permitem o abate dos bichos no local.
Já em outras regiões de Vilhena, as capivaras são presas fáceis para caçadores. Também são frequentes as mortes de algumas, atingidas por carros nas rodovias que cortam a cidade.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Setembro de 2022, às 16:04