Obras no Buracão da Curitiba estão quase prontas: parque e canal de dissipação vão solucionar alagamentos e desbarrancamentos
 
Há vários anos ameaçando os moradores de três bairros, o famoso “Buracão da Curitiba” está quase totalmente recuperado: um imenso gramado verde já toma a parte mais alta da erosão e a primeira etapa do canal de concreto está concluída. Além disso, a rua 743, que passa em frente ao local, deve receber asfalto nos próximos dias, visto que a terraplanagem já começou.
 
Iniciado na gestão Zé Rover e denunciado mais de 10 vezes pela FOLHA, o problema chegou a ser anunciado pela então prefeita Rosani Donadon como resolvido (lembre aqui). No entanto, as chuvas logo destruíram o trabalho realizado.
 
Agora, com projeto reforçado e cerca de 100 mil metros cúbicos de aterro despejados no local, além de amplo canal de dissipação da água já concluído parcialmente, a expectativa da Prefeitura é que o buracão esteja, definitivamente, “tampado”.
 
O secretário de Planejamento, Ricardo Zancan, explica que a atuação da Prefeitura na área, através das empresas contratadas, é complexa e envolve várias frentes de trabalho.
 
“Essa é, a meu ver, a obra de infraestrutura mais importante que Vilhena tem atualmente em curso. Afinal, além de garantir bem-estar, ela oferece segurança aos moradores, que poderiam perder suas casas se o serviço  não fosse realizada logo e com qualidade. Além disso, temos quatro obras aqui nesta região que estão interligadas: (1) o aterro da erosão, que envolveu 8 mil cargas de 12,5 m³, (2) a construção do dissipador, que já tem 85 metros prontos, (3) o parque com gramado, academia ao ar livre, pista de caminhada e iluminação e (4) o asfalto com drenagem da rua 743, que será concluído ainda este ano”, explica Zancan.
 
Em fevereiro os especialistas em arquitetura e urbanismo do escritório mundialmente premiado Jaime Lerner, de Curitiba (PR) visitaram o local com o prefeito Eduardo Japonês (PV) e Ricardo Zancan. As fotografias da época, feitas com drone, mostram o caos no qual se encontrava a região, repleta de mato, entulhos e barrancos gigantescos.
 
Agora, por outro lado, mesmo com a obra inacabada, os funcionários que trabalham no local chegaram a informar que as pessoas já estão considerando este um novo ponto turístico da cidade, levando suas famílias para aproveitar o gramado com cadeiras de sol e assistindo ao trabalho intenso das máquinas no local.