Foi constatada hoje de manhã, em Curitiba (PR) a morte cerebral, e logo em seguida, o falecimento total da datiloscopista da Polícia Civil de Vilhena, Adriana Espíndula Rigo, de 39 anos. Casada com o fazendeiro Anderson Rigo, sem filhos, Adriana trabalhou por mais de dez anos na agência do Bamerindus (atual HSBC) na cidade. Ela estava internada desde novembro do ano passado num hospital da capital paranaense.

Vítima de Amiloidose, uma doença degenerativa que, segundo os familiares atinge oito  pessoas em cada 1 milhão, Adriana começou se sentir mal há um ano. Após dois meses de consultas, descobriu que era portadora da raríssima enfermidade.

Na última semana, a vilhenense havia se submetido a sessões de quimioterapia e chegou a passar por um transplante de medula. O falecimento, segundo familiares da agente, teria sido provocado por falência múltipla dos órgãos. Além do fígado, atacado primeiro pela doença, também foram atingidos o coração, o pulmão, o cérebro e principalmente, os rins.

Segundo uma tia de Adriana, ouvida pelo www.folhadosulonline.com.br, ela passou uma semana na UTI e nos últimos dias, embora consciente, estava ligada a aparelhos. O marido da ex-bancária viajou para Curitiba e deve retornar a Vilhena na manhã de sexta-feira, trazendo o corpo. A tia de Adriana, ouvida pelo site, descartou a possibilidade de doação de seus órgãos, já que a doença, ao atacar as peças internas do corpo, inviabilizou eventuais transplantes. Adrina é sobrinha do ex-vereador Candinho Espíndula (PPS), que já presidiu a Câmara de Vilhena e disputou a prefeitura em 2004.

 

O QUE É AMILOIDOSE - A amiloidose é uma doença rara (afeta oito em cada 1 milhão de pessoas ), progressiva e geralmente incurável, que ocorre quando há acúmulo, ao redor dos vasos sangüíneos, de pedaços de proteína dobrados em uma configuração altamente estável (em folhas de pregueamento "beta" ). Essas proteínas são produzidas na medula óssea em conseqüência a uma série de doenças, o que torna a amiloidose não uma doença em si, mas uma manifestação de outra doença.

FONTE: www.msd-brazil.com