Depois que a notícia do “despejo” do coveiro Ercílio Borher Sobrinho, 56, determinada pela Secretaria Municipal de Administração, foi divulgada no site www.folhadosulonline.com.br, o prefeito Zé Rover (PP) falou à reportagem sobre o assunto.

Segundo a notificação encaminhada ao coveiro, assinada pelo secretário de Administração, Jair Azevedo, atendendo a um memorando do secretário de Obras, Carlos Goebel,  o trabalhador deveria deixar a casa em que vive há 13 anos, localizada em frente ao cemitério, até o dia 28 de julho. No local, queriam construir um edifício para o velório municipal.

Zé Rover disse que a ação foi à sua revelia e que não pretende retirar o coveiro da residência. “Irei pedir explicações aos secretários que agiram por conta própria, sem me comunicar de nada. Por mim, o sr. Ercílio permanecerá na casa até o final da minha gestão, porque além de coveiro ele ajuda a cuidar do cemitério, com muita dedicação. É bom para o município que ele more em frente ao cemitério´, de onde é uma espécie de guardião”, disse o prefeito, ratificando que o coveiro "pode ignorar a notificação e ficar tranquilo".

Na companhia de Rover, no momento da entrevista ao site, estava o vice-prefeito Jacier Dias (PSC), que julgou como “uma aberração” a determinação da administração municipal para que o coveiro saísse da casa, “sem mais e nem menos”. Jacier disse que, de fato, o Município planeja a edificação de um velório, mas que “o local ainda depende de estudos e não pode ser assim, dando prazo para alguém sair de casa às pressas”.

A edificação do novo velório pode ser feita numa área na esquina frontal à esquerda (sentido bairro Cristo Rei-Centro) dentro do próprio cemitério.