“É uma forma interessante de combater o crime, pois as pessoas na rua podem ver o bandido e informar a gente”

O poder das redes sociais está sendo usado em Vilhena com sucesso contra ladrões. Após furtos e roubos, as vítimas estão fazendo uso de suas redes de contatos para espalhar detalhes dos suspeitos, dos itens roubados e das circunstâncias da ocorrência. A Polícia Civil recomenda a atitude e explica que conta com o apoio de atitudes preventivas

Temerosos de serem denunciados, aqueles que subtraíram objetos encontram dificuldades de vendê-los quando as vítimas começam a compartilhar nas redes sociais as informações que possam ajudar a identificar o criminoso. Com receio de ser encontrado, a probabilidade de o ladrão devolver ou abandonar o veículo/item é maior.

“É uma forma interessante de combater o crime, pois as pessoas na rua podem ver o bandido e informar a gente. A Polícia não está em todos os lugares o tempo todo. A população pode ajudar muito e não deixar tudo a cargo das autoridades. É necessário que o cidadão seja mais vigilante e colaborativo”, explica o policial civil e investigador Wilson Tabalipa, que também é vereador pelo PV. 

Na última semana Tabalipa participou de uma investigação que conseguiu chegar até o autor do furto através de imagens registradas por comerciantes. Os objetos furtados são avaliados em R$ 16 mil e alguns estavam sendo vendidos por R$ 100. A diligência recuperou parte dos objetos e continua na busca do restante, com apoio de maciça campanha de compartilhamentos nas redes sociais.

Ainda nesta semana um carro também foi encontrado em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), já próximo à Bolívia, através de compartilhamentos de imagens com detalhes do furto que aconteceu em Vilhena. 

MEDIDAS DE SEGURANÇA 
A Polícia Civil recomenda medidas simples que podem ser muito úteis na garantia da segurança dos moradores: fechar sempre as portas, evitar falar de forma distraída ao celular na rua, fazer amizade com vizinhos e solicitar apoio na vigilância do bairro, bem como a criação de grupos de “olheiros” da rua em comunicadores instantâneos de celular.

REFORMA DA LEI 
O peso dos problemas de segurança acaba, quase sempre, caindo nos ombros das polícias. Tabalipa, no entanto, lembra que o Código Penal precisa ser reformado por estabelecer penas baixas para furtos e a vítima lesada não é ressarcida. “Há falta de investimento em inteligência. O furto é o crime mais difícil de investigar. Não tem testemunha, o criminoso se livra rapidamente do objeto e a linha de pesquisa se torna cada vez mais tênue”, completa.