A edição de abril da revista IstoÉ Dinheiro Rural deu destaque a uma das mais conhecidas pecuaristas de Rondônia: a vilhenense Carla de Freitas, que possui uma fazenda de criação de gado em Chupinguaia apareceu entre as mulheres que formam um grupo responsável pelo modernização das propriedades rurais.
Formado por fazendeiras que discutem novas técnicas para tornar mais eficientes as fazendas que administram, o Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) se reúne regularmente. Veja o que disse sobre a vilhenense a publicação da Editora Três:
Carla de Freitas foi a primeira fazendeira a presidir o NFA, entre setembro de 2010 e fevereiro passado. “Nós queremos ganhar dinheiro, trocar experiências e fazer negócios cada vez mais rentáveis”, afirma Carla. Aos 48 anos, é uma das fazendeiras mais conhecidas do Sul de Rondônia, por ter abraçado no final de 1990 o projeto de carne de qualidade Nelore Natural, na época uma tentativa da Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) de criar uma marca de carne identificada com a raça. Casada com o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, Carla administra a fazenda Bela Vista, em Chupinguaia, de oito mil hectares, herdada do pai, desde 1996. “Quero chegar a 30 mil animais a partir de um planejamento de médio e longo prazo, que venho seguindo à risca.” Carla diz que o NFA faz com que pense no negócio o tempo todo. “Assim é possível a correção de rota, como num avião”, diz. Numa atividade como a pecuária, em que há um longo ciclo entre o nascimento do bezerro e o abate no frigorífico, estar permanentemente antenada pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso do empreendimento. “Se não administrar com mão de ferro você já pode estar morta, mas só vai perceber daqui a três anos.” A rotina de Carla inclui pelo menos dez dias por mês em Rondônia.
As fazendeiras do NFA têm propriedades de todos os tamanhos, de pequenas extensões entre 700 e mil hectares – onde estão rebanhos de gado puro, em programas de melhoramento genético –, a grandes áreas, como é o caso da LMS Agro, de Lídia Regina Massi Serio, da LMS Agro, com cinco fazendas no Paraná e em Mato Grosso Sul, que engorda cerca de xx mil animais em xxx hectares. Ou da Damha Agropecuária, que pertence ao Grupo Encalso, empresa da área de engenharia civil, concessão de rodovias e shopping centers, que tem mais de 70 mil hectares de terras em São Paulo, Goiás e no Piauí, sob o comando de Maria Stella Dahma. “São fazendeiras com tino comercial aguçado, que conseguem enxergar processos muito refinados ao administrar cifras na casa dos milhões de reais”, diz Vila.

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