Obra que está sendo executada é orçada em quase R$ 100 milhões
O diretor geral do SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgoto) de Vilhena, Maciel Wobeto, e a diretora de Planejamento e Projetos da entidade, Sueli Santana Magalhães, visitaram a redação da FOLHA DO SUL ONLINE na tarde da terça-feira, 01, para falar sobre o andamento das obras de saneamento e readequação de rede de distribuição de água na cidade. O empreendimento está orçado em quase R$ 100 milhões.
De acordo o diretor geral, os trabalhos referentes a readequação do sistema de água devem sofrer um atraso estimado em seis meses. Segundo Wobeto, por falta de matéria-prima para a produção de tubos, as fábricas não estão conseguindo entregar as encomendas. Ele contou que a empresa responsável pela obra fez uma compra de tubos, mas a indústria devolveu o dinheiro porque não conseguiu produzir a encomenda.
“Mas, as obras do sistema de esgoto estão avançando”, assegura a diretora de Planejamento e Projetos da entidade, Sueli Santana Magalhães. Segundo ela, ao termino da obra, 40% da cidade de Vilhena terá tratamento de esgoto. “Sair de zero para 40% da cidade com esgoto tratado é um saldo gigante”, afirmou.
Segundo a diretora, o trabalho começou pelos bairros parque Cidade Jardim e Moysés de Freitas, e se concentra no momento na implantação da rede condominial, ou seja, do ligamento das residências ao ponto onde passará a rede principal de coleta dos resíduos.
Os representantes da autarquia revelaram que a realização dessa etapa do trabalho tem enfrentado alguns desafios que Magalhães chamou de interferências. E essas interferências têm causado prejuízos e prejudicado o andamento da obra. “Além da falta de material que vai atrasar um pouco, nós estamos enfrentando também algumas interferências que estão prejudicando o andamento da obra, a celeridade da obra. Entre essas interferências nós temos as fossas construídas de forma irregular nas calçadas, e os danos causados às obras já feitas”, enumerou.
Sobre os danos as obras já feitas, a diretora de Planejamento e Projetos do SAAE explica que são instaladas duas caixas, uma dentro do quintal da residência, e outra a calçada. E os problemas têm ocorrido nas caixas instaladas no exterior do imóvel. “As pessoas estão danificando as obras já prontas. De que jeito? Passando caminhão e carros por cima dos caixas de inspeção”, apontou a diretora esclarecendo que cada caixa danificada precisa ser reposta e isso vai aumentar o custo da obra. “Nós queríamos pedir a compreensão e o apoio da população para cuidar da obra”, disse Sueli Magalhães que alertou também sobre a importância das residências disporem de caixa de gordura.
Ainda de acordo com os diretores, onde irá passar a rede de esgoto serão instaladas em todos imóveis, incluindo os terrenos vagos, as caixas de inspeção, e onde não for possível ser feita a instalação, porque a equipe não conseguiu acesso ao imóvel, o dono terá que pagar do próprio bolso no futuro, o equipamento e a instalação.
Segundo a diretora de Planejamento e Projetos, equipes visitam as casas em três períodos, manhã, tarde e noite, para contatar os proprietários; e se mesmo assim não conseguem encontrar os moradores, deixam uma notificação com um número de contato para que possa ser agendada uma data e horário para a equipe realizar a instalação. “Nos disponibilizamos um número exclusivo para assuntos referentes a obra de esgotamento sanitário. Este número é o 3321-3974, que também é WhatsApp”, informou Magalhães.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 02 de Dezembro de 2020, às 13:40