A servidora da prefeitura de Vilhena, Lucimar de Fátima Xavier, ameaça levar a Ceron/Eletrobrás à justiça, já que estaria sendo cobrada indevidamente. Na conta de energia deste mês, a consumidora percebeu uma surpresa desagradável: acostumada a pagar tarifas que, em média, ficam entre R$ 45 e R$ 48, ela terá que arcar com uma multa por “religação à revelia”.
A estatal acusa Lucimar de ter religado o relógio de sua casa sem autorização, e lhe cobra R$ 79,21 referentes à suposta infração. A dona-de-casa, no entanto, garante que jamais mexeu no padrão e vai pedir que o equipamento seja periciado.
A servidora admite que realmente teve a energia suspensa por estar com duas contas em atraso. Ela justifica o não pagamento alegando que o marido, que deveria quitar o débito, estava viajando no dia do vencimento da fatura. Mas o valor atrasado foi saldado e, no mesmo dia, a pedido seu, a Eletrobrás reativou o fornecimento.
De acordo com a denunciante, os técnicos da companhia alegam que o padrão de residência, que fica na “Cohabinha”, teria tido o lacre violado. Explica, no entanto, que o rompimento pode ter sido provocado por qualquer pessoa (principalmente as crianças do bairro) que passou na rua, pois a própria estatal exige que o medidor fique do lado de fora. Além do mais, garante: “Ninguém aqui de casa mexeu nesse relógio”.