O Procon de Vilhena está apurando dois casos em que, funcionários de empresas locais, são suspeitos de cometer estelionato, prejudicando consumidores. Em ambas as situações a polícia pode ser acionada para solucionar os impasses.
O primeiro caso se refere ao sumiço de uma parcela já quitada do terreno comprado por uma dona-de-casa. Acostumada a pagar em dia as parcelas do imóvel, a consumidora foi procurada pelo comprador da imobiliária, que levou seu carnê. Descobriu-se depois que um dos recibos havia sumido e nova cobrança estava sendo feito.
Quando o caso chegou ao Procon, o gerente regional do órgão, Acácio Félix, procurou a empresa e avisou que nenhum cobrador poderia ter sido mandado à casa da cliente que estava com suas obrigações em dia. Caso o documento extraviado não apareça, a imobiliária terá que dar quitação na parcela supostamente não quitada.
A outra situação diz respeito a uma loja de móveis, cuja funcionária recebia parcelas dos clientes, mas não repassava o dinheiro para empresa. A moça dava quitação apenas no recibo que ficava com o consumidor. Com isso, a loja voltava a cobrar o débito. São pelo menos 20 pessoas que figuram indevidamente como inadimplentes.
O mais impressionante deste último acontecimento é que outros devedores aproveitaram a falha para tentar levar vantagem. Gente que não havia quitado a parcela agora quer que a loja, que já perdoou quem de fato fez o pagamento, estenda o benefício a elas.
Acácio está acompanhando pessoalmente os dois casos. Quanto aos espertalhões, ele avisa: “Ele podem ser processados por tentar se beneficiar de uma desonestidade da funcionária da loja”.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 16 de Maio de 2013, às 17:28