Entidades participaram de mutirão para investigar denúncias
Na manhã desta sexta-feira, 12, a primeira-dama de Vilhena, Lizangela Rover, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para se manifestar sobre uma reportagem veiculada ontem no site. A publicação, denunciando o repasse ilegal de casas populares, rendeu polêmica e repercutiu em todo o Estado. Leia aqui.
Lizangela, que também é titular da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), revelou que uma equipe da Pasta já investigou o caso e constatou indícios das irregularidades denunciadas. A primeira-dama disse que, após receber várias denúncias sobre o Residencial União, determinou a apuração dos fatos no local.
A ação, que visava constatar as denúncias, foi comandada pelas coordenadoras de habitação da própria Semas, Celimar da Silva Oliveira e Naiara Martins da Silva. Ambas tiveram apoio de outras entidades, como Guarda Mirim, Tiro de Guerra e Bombeiro Civil, além de servidores municipais.
A “batida” no conjunto popular que comporta 436 residências, aconteceu no dia 30 de julho. Foi uma operação simultânea, para evitar que pessoas que ocupavam irregularmente os imóveis conseguissem escapar da fiscalização.
Após o levantamento, vários indícios de uso indevido das moradias foram comprovados: havia unidades vazias, pessoas pagando aluguel e famílias alegando terem entrado nas casas por tê-las comprado dos beneficiários. Mais de 20 residências apresentaram suspeitas de má utilização e poderão ser retomadas. Caso isso aconteça, os suplentes cadastrados devem ocupá-las.
Um relatório sobre a investigação, inclusive com os nomes dos suspeitos, será encaminhado à Superintendência da Caixa, a quem cabe agora as providências para retomar os imóveis. Como todos os contemplados assinaram contratos, a instituição financeira terá que acioná-los na justiça, mostrando que eles descumpriram suas obrigações.
Ao falar do caso, Lizangela (na foto, junto com sua equipe) se disse triste com a situação, mas esclareceu que as eventuais falhas, que resultarão em penalizações, se comprovadas pela Caixa, não ocorreram na Semas, que cadastrou as famílias. “Tivemos muito cuidado na checagem dos documentos e na observância dos critérios estabelecidos. Infelizmente, alguns desperdiçam a oportunidade de ter sua casa própria”