Equipe lembrou pontualidade de Rover durante 7 anos
A prefeitura de Vilhena, que por quase 7 anos pagou os servidores dentro do mês trabalhado, vem se adequando à nova realidade que os municípios enfrentam. Recentemente, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) enviou nota a todos membros da instituição espalhados pelo Brasil com o seguinte alerta: “De acordo com avaliação desta entidade, o cenário é diferente de anos anteriores, atentem-se para esta previsão: a queda de repasses da União, de 13,36% e 16,95% respectivamente alcançará os 23,06% com relação a este mesmo período de 2015. Diante disso, gestores municipais devem refazer seus planejamentos financeiros, afim de conseguir amenizar os efeitos oriundos da crise em que o país está imerso, o que abarca queda do Fundo De Participação dos Municípios (FPM) e quaisquer outros recursos do Governo Federal”.
Em Vilhena, entre os vários planejamentos feitos, foi anunciado que no máximo até o dia 10 do mês subseqüente, os proventos de todos os servidores seriam depositados. Desta forma, na última sexta-feira (4) foram pagos todos os servidores efetivos com exceção da Secretaria de Saúde (SEMUSA), que ficou para esta semana. Ontem (terça, 08) os servidores do Hospital Regional e Postos de Saúde tiveram seus pagamentos realizados, e até dia 10, todos os servidores remanescentes receberão seus pagamentos depositados em conta.
A assessoria do prefeito Zé Rover (PP), ao comunicar à imprensa a quitação dos salários, disse que a vontade dele seria pagar dentro do mês, como sempre fez em sua gestão, “mas a atual situação não permite, pois existem também outros compromissos e serviços que a prefeitura tem que cumprir”.
Para justificar a esticada na data-limite, a assessoria do prefeito lembra que, pela lei, o pagamento deveria ser feito até o dia útil. “Mas, nessas situações todas as partes envolvidas devem usar do bom senso”, diz o texo enviado aos veículos de comunicação.
A equipe de Rover também argumenta que neste mês o atraso será de três dias, “enquanto há municípios em Rondônia atrasando de 15 a 20 dias e outros que chegam virar de um mês para outro”.